Dado o destaque que o Calçada deu ao teixo, resolvi repescar o meu comentário à escolha da árvore a plantar, desta vez com fotos dos pinheiros silvestres do Gerês !
PS: A anónima exploradora está a "dar escala" à foto!.Os pinheiros estão mais discretos ao longo da linha de água...
Comentário:
A espécie: Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris L.)
Os argumentos da UTAD:
- as resinosas de montanha sempre foram uma das marcas diferenciadoras do departamento florestal
- a UTAD contribuiu nos últimos anos para a verificação do carácter autóctone da espécie na serra do Gerês
- a espécie é também ela trasmontana (todos os exemplares autóctnoes estão no Gerês de Montalegre)
Os argumentos dos florestais:
- a espécie é indubitavelmente florestal, é pioneira, adaptável e resistente
- a espécie sempre foi cobiçada pelos primeiros florestais que lhe invejavam o fuste e a tentaram plantar no início do Sec XVIII
- a espécie foi amplamente usada pelos serviços florestais que conseguiram inverter o processo de degradação das nossas serras, com resultados que ainda hoje são visíveis.
- simboliza a produção, com bons crescimentos em muitas das nossas condições aliadas à valorização das suas madeiras,
- simboliza a proteção com os povoamentos em altitudes e condições edáficas dificilmente suportados por outras espécies
- simboliza a conservação, enquanto espécie também ela em risco de desaparecimento – refiro-me aos exemplares autóctones que constituem o limite ocidental da sua distribuição natural!
Os argumentos pessoais:
- o meu percurso académico está ligado a esta espécie
- a beleza da própria árvore, com uma copa azulada em contraste com uma casca alaranjada-
A disponibilidade: temos nos viveiros do departamento exemplares provenientes de sementes dos épicos pinheiros do Gerês!
Aguardo manifestações de apoio e de desagrado.
Saudações florestais, Luís Roxo Almeida
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