terça-feira, 11 de novembro de 2014

Campanha pelo Pinheiro Silvestre!

Dado o destaque que o Calçada deu ao teixo, resolvi repescar o meu comentário à escolha da árvore a plantar, desta vez com fotos dos pinheiros silvestres do Gerês !








PS: A anónima exploradora está a "dar escala" à foto!.Os pinheiros estão mais discretos ao longo da linha de água...



Comentário:

Não havia ainda sugestões para a árvore a plantar (perdi o 1º comentário para a Emília:)), e não havendo uma espécie óbvia que nos caracterize enquanto escola (um bom indicativo da abertura com que fomos ensinados), aqui segue a minha preferência e argumentos.
A espécie: Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris L.)
Os argumentos da UTAD: 
- as resinosas de montanha sempre foram uma das marcas diferenciadoras do departamento florestal
- a UTAD contribuiu nos últimos anos para a verificação do carácter autóctone da espécie na serra do Gerês
- a espécie é também ela trasmontana (todos os exemplares autóctnoes estão no Gerês de Montalegre)
Os argumentos dos florestais:
- a espécie é indubitavelmente florestal, é pioneira, adaptável e resistente
- a espécie sempre foi cobiçada pelos primeiros florestais que lhe invejavam o fuste e a tentaram plantar no início do Sec XVIII
- a espécie foi amplamente usada pelos serviços florestais que conseguiram inverter o processo de degradação das nossas serras, com resultados que ainda hoje são visíveis.
- simboliza a produção, com bons crescimentos em muitas das nossas condições aliadas à valorização das suas madeiras,
- simboliza a proteção com os povoamentos em altitudes e condições edáficas dificilmente suportados por outras espécies
- simboliza a conservação, enquanto espécie também ela em risco de desaparecimento – refiro-me aos exemplares autóctones que constituem o limite ocidental da sua distribuição natural!
Os argumentos pessoais:
- o meu percurso académico está ligado a esta espécie
- a beleza da própria árvore, com uma copa azulada em contraste com uma casca alaranjada-
A disponibilidade: temos nos viveiros do departamento exemplares provenientes de sementes dos épicos pinheiros do Gerês!
Aguardo manifestações de apoio e de desagrado.
Saudações florestais, Luís Roxo Almeida

VOTA AQUI NO PINHEIRO SILVESTRE!

sábado, 8 de novembro de 2014

Campanha pelo TEIXO…

A argumentação do Roxo pelo silvestre quase me convenceu. Mas, pinheiro por pinheiro, parece-me fazer mais sentido o bravo: quem é que, com mais ou menos ciência, não fez um trabalho sobre ele?
Mas, ainda assim, proponho o TEIXO (Taxus baccata L.).
E proponho o TEIXO porque:
O TEIXO é nosso e do mundo também.
O TEIXO combina sabedoria longeva, com dureza, persistência e flexibilidade.
O TEIXO tanto molda a agressividade da besta, como o solfejo de acordes mélicos.
O TEIXO mata mas também salva; ligando-nos à morte, acorda-nos para a vida.
E porque o TEIXO é diferente e sabe marcar a diferença,
Pois se o macho se ensoberbece quando pinta o ar de dourado,
A fêmea, essa, entorna inigualável beleza, quando expõe com encarnada volúpia os seus doces arilhos carnudos.
Será talvez por isso – acredito que será por isso –, que o poeta ladeou de teixos o caminho que conduz ao inferno…
E é por tudo isto que só podemos escolher o(a) TEIXO!
Ou no post anterior “Vota na tua árvore” ou aqui, vota TEIXO.

Coimbra, 14 de Novembro de 1947 – (…) Como bípede e transmontano, (…) Andei há tempos várias léguas para ver um teixo, que é uma árvore que os botânicos dizem que vai acabar.”
Miguel Torga, Diário IV

NOTA:
Se, por argumentação que não alcanço, conseguires justificar outra escolha, coloca esses argumentos em comentário. Mas se, por mera canseira, te sentires impedido(a) de argumentar, vota apenas na tua árvore; são apenas 2 a 3 simples clics!

(caso estivesse em votação a escolha de um animal, provavelmente venceria a simpática Bradypus tridatylus; eu votaria nela e, estou certo, a notável e outrora arrojada turma de 84 também…)


 Imagem retirada daqui.

(Calçada Duarte)



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Vota na tua árvore: Escolha múltipla!

Escolha da árvore, agora mais fácil: é só escolher da lista ou acrescentar à lista!

VOTA AQUI

PS: Obrigado pelo inquérito Luís Corte-Real.

As votações já começaram, mas a abstenção ainda é grande.


Ainda só há campanha por 3 espécies  (comentários do post anterior - ou AQUI), mas já existem votos em 11 espécies.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Qual irá ser a nossa árvore?


A escolha de uma – única – árvore

Por princípio – e neste princípio – todas as árvores são diferentes.
Os antigos alunos de Engenharia Florestal da UTAD são chamados a escolher a espécie florestal a plantar durante o evento agendado para 29 de novembro.
Não havendo algoritmo, cientificamente testado, de apoio à decisão – na UTAD ou noutra qualquer instituição –, esta terá que ser fundamentada, no essencial, na sensibilidade pessoal. Este ato remete-nos para o simbolismo que a árvore tem na nossa sociedade. Não será uma árvore, apenas, para a quadra natalícia; terá que ser uma árvore representativa da nossa identidade profissional, que identifique a comunidade dos engenheiros florestais da UTAD.
Para uns será o sobreiro, a árvore símbolo do país; os minhotos talvez prefiram o carvalho-alvarinho; para os transmontanos, o carvalho-negral talvez seja o preferido. Outros optarão pelo eucalipto ou pelo pinheiro-bravo; outros, ainda, escolherão o castanheiro, a faia, a bétula, a pseudotsuga ou o pinheiro-silvestre. As hipóteses são muitas e quanto a gostos, esses não se discutem, mormente quando são genuínos.

Vamos iniciar o processo de escolha da nossa árvore. Desejamos um processo aberto, participado e democrático, que nos assinale, com singela bondade, a árvore que identificará os florestais da UTAD. O respeito pelo resultado que vier a ser obtido terá assim que ser unânime.
Agora, a partir de agora, todas as árvores são iguais.

Qual escolhemos?

Valorização profissional: temas de discussão em destaque

O âmbito da discussão que se pretende provocar centra-se, conforme discrimina o programa do encontro, na valorização da profissão.
Para que na sessão a promover possamos, não só ter a leitura transversal que nos possibilite tal posicionamento, mas também podermos proporcionar a sustentabilidade da discussão, cremos que os temas deverão ser os mais abrangentes, embora de especificidade identificável.
Lançamos aqui cinco temas que consideramos de importância e cumpridores dos pressupostos elencados. No entanto, como não queremos que o debate fique limitado, colocamos explicitamente o desafio de serem identificados outros temas passíveis de discussão.

Os cinco temas propostos desde já, são os seguintes:
Tema A. Num quadro de responsabilização e reconhecimento legal, deverão os engenheiros florestais ter atos próprios / exclusivos? Nessa perspetiva, como nos devemos articular com as outras profissões que connosco disputam os espaços florestais?
Tema B. Como poderemos valorizar a profissão junto das partes interessadas, cidadãos em particular?
Tema C. Terá a evolução do sistema de ensino superior (implementação do sistema de Bolonha) colocado em causa a engenharia florestal como a conhecíamos e era ministrada nesta nossa instituição?
Tema D. Que competências não nos foram ministradas e tanta falta nos fazem / fizeram?
Tema E. Soube a engenharia florestal responder às dinâmicas do mercado de trabalho?

Perguntamos pois:
Que temas discutir?
Como poderemos valorizar a profissão?


Abertura de inscrições para o encontro

Estão abertas as inscrições para o nosso encontro “Engenharia Florestal: Fazer Acontecer”, assim formatado:
Local e data: UTAD, auditório de florestal, 29 de novembro de 2014
Programa:
9.30 horas: Apresentação e discussão de temas relativos à Valorização da Profissão
13/15.00 horas: almoço conjunto com debate (convidados a participar os atuais e os antigos docentes florestais e o reitor da UTAD)
15/16.00 horas: ação de confraternização: plantação da árvore dos florestais da UTAD
Custo da inscrição: € 15 por pessoa (almoço no restaurante “Panorâmico / UTAD”)


Inscrições: por e-mail para florestaisdautad@gmail.com

sábado, 27 de setembro de 2014

A DIVULGAÇÃO: email de 25 de setembro de 2014


(grupo de ex-alunos de florestal da UTAD desencadeia evento de reflexão E discussão)


O EVENTO:
9.30 horas: Início da discussão (problemas e desafios do exercício da profissão; ações de promoção e valorização profissional; outros)
13/15.00 horas: almoço conjunto com debate (convidados a participar os atuais e os antigos docentes florestais e o reitor da UTAD)
15/16.00 horasação de confraternização: criação do bosquete dos florestais (plantação de uma árvore por turma).
ø
DATA E LOCAL DO EVENTO
29 de novembro de 2014 na UTAD
ø
OS PORQUÊS DO EVENTO
Porque o ano de 2014 é uma data memorativa para a UTAD, pois celebram-se 40 anos de ensino superior em Vila Real;
Porque o ensino da Engenharia Florestal foi uma das primeiras e mais destacadas apostas formativas da UTAD;
Porque o curso de Engenharia Florestal foi já uma opção de grande valor, assim percecionada pela sociedade em geral e pelos estudantes em particular;
Porque Portugal ainda é um país de florestas;
E porque importa situar o presente, perceber o passado e, acima de tudo, mobilizar competências para dinamizar o futuro da floresta e dos engenheiros florestais,
Um grupo de antigos alunos de Engenharia Florestal da UTAD constituiu-se em comissão organizadora de um evento que se pretende que seja o início de um processo participado e consequente,
                        fazendo acontecer valor e entusiasmo à ação (do) florestal.
ø
ANTECEDENTES DO EVENTO (vejam-se documentos anexos)
O processo foi iniciado em 23.05.2014.
Em 11 de junho a comissão organizadora reuniu com docentes (atuais e antigos) do “departamento florestal” e em 9 de julho com o reitor da UTAD. Daqui resultou o apoio da UTAD à iniciativa “engenharia florestal: fazer acontecer”.
Em 29 de julho procedeu-se ao seu lançamento público numa sessão que decorreu no Porto, na Fundação AEP, com a presença, entre outras personalidades, do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e do reitor da UTAD, com os seguintes elementos de destaque:
- Intervenção do Professor Valente de Oliveira (A floresta e a sua preservação: uma prioridade nacional);
- Assinatura de protocolos entre a UTAD, OPF’s e outras organizações (protocolo em que a UTAD isenta de propinas durante o primeiro ano, os 5 melhores alunos matriculados em florestal com ligações aos associados das organizações subscritoras).
ø
CONDIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO NO EVENTO
Ser licenciado em florestal pela UTAD.
ø
INSCRIÇÕES
Processo a clarificar oportunamente, também em resultado das reações que se esperam e desde já se agradecem.
As pré-inscrições já podem ser realizadas por email para: florestaisdautad@gmail.com
ø
SUBSEQUENTES DO EVENTO
Todos aqueles que os participantes no evento determinarem.

O nosso até já,
A comissão organizadora: António Macedo, Calçada Duarte, João Gama Amaral, João Loureiro, José Aranha, Luís Lopes, Luís Roxo Almeida, Luís Sarabando, Maria Emília Silva, Rosário Alves, Susana Carneiro.
ø
Como a nossa mailing list ainda não está completa, agradece-se:
Como resposta, o envio de contactos atuais (próprios e de antigos colegas);
Como divulgação adicional, a difusão deste email pelos contatos conhecidos.
Email de contacto: florestaisdautad@gmail.com
ø