quarta-feira, 12 de novembro de 2014
CAMPANHA PELO CASTANHEIRO
Resolvi promover este texto do LL da caixa de comentários, para dar igual destaque às razões da escolha de uma espécie e até oferecer a imagem de 2 distintos florestais junto a um famoso castanheiro que certamente será reconhecido em comentário.
Luís Roxo Almeida
"Um belo texto, eu diria mesmo literário. Porém os florestais da UTAD, neste ciclo difícil, necessitam de um profundo pragmatismo. Penso que o teixo (por muito literárias que sejam as palavras do colega Calçada Duarte ) não é a espécie florestal com o carácter unificador e representativa da nossa vivência colectiva em Trás-os-Montes. Temos que escolher uma verdadeira espécie florestal.
Eu escolhi o Castanheiro. Árvore magnífica e social tanto vai em soutos como em castinçais mas sempre a produzir riqueza seja através do seu fruto ou da sua excelente madeira.... Na UTAD sempre foi venerado e estudado. Tem pelo menos duas gerações de académicos que dedicaram a parte da sua vida académica ao seu estudo : a primeira o Prof. Lopes Gomes e o Prof. Abreu e uma segunda geração que já conta com vários discípulos Luís Miguel, Laranjo, entre outros.....
Quem, de entre nós, não se recorda dos belos castanheiros à entrada da UTAD? E dos magustos em que paulatinamente vamos participando....
A escolha é vossa, mas escolham em consciência evitando os cantos das sereias, o está mar revolto...
Para os florestais da UTAD, uma espécie florestal!!!!
LL(Luis Lopes)"
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Campanha pelo Pinheiro Silvestre!
Dado o destaque que o Calçada deu ao teixo, resolvi repescar o meu comentário à escolha da árvore a plantar, desta vez com fotos dos pinheiros silvestres do Gerês !
PS: A anónima exploradora está a "dar escala" à foto!.Os pinheiros estão mais discretos ao longo da linha de água...
Comentário:
A espécie: Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris L.)
Os argumentos da UTAD:
- as resinosas de montanha sempre foram uma das marcas diferenciadoras do departamento florestal
- a UTAD contribuiu nos últimos anos para a verificação do carácter autóctone da espécie na serra do Gerês
- a espécie é também ela trasmontana (todos os exemplares autóctnoes estão no Gerês de Montalegre)
Os argumentos dos florestais:
- a espécie é indubitavelmente florestal, é pioneira, adaptável e resistente
- a espécie sempre foi cobiçada pelos primeiros florestais que lhe invejavam o fuste e a tentaram plantar no início do Sec XVIII
- a espécie foi amplamente usada pelos serviços florestais que conseguiram inverter o processo de degradação das nossas serras, com resultados que ainda hoje são visíveis.
- simboliza a produção, com bons crescimentos em muitas das nossas condições aliadas à valorização das suas madeiras,
- simboliza a proteção com os povoamentos em altitudes e condições edáficas dificilmente suportados por outras espécies
- simboliza a conservação, enquanto espécie também ela em risco de desaparecimento – refiro-me aos exemplares autóctones que constituem o limite ocidental da sua distribuição natural!
Os argumentos pessoais:
- o meu percurso académico está ligado a esta espécie
- a beleza da própria árvore, com uma copa azulada em contraste com uma casca alaranjada-
A disponibilidade: temos nos viveiros do departamento exemplares provenientes de sementes dos épicos pinheiros do Gerês!
Aguardo manifestações de apoio e de desagrado.
Saudações florestais, Luís Roxo Almeida
VOTA AQUI NO PINHEIRO SILVESTRE!
sábado, 8 de novembro de 2014
Campanha pelo TEIXO…
A argumentação do Roxo pelo silvestre quase me convenceu. Mas, pinheiro
por pinheiro, parece-me fazer mais sentido o bravo: quem é que, com mais ou
menos ciência, não fez um trabalho sobre ele?
Mas, ainda assim, proponho o TEIXO (Taxus
baccata L.).
E proponho o TEIXO porque:
O
TEIXO é nosso e do mundo também.
O TEIXO combina sabedoria longeva, com dureza,
persistência e flexibilidade.
O TEIXO tanto molda a agressividade da besta, como
o solfejo de acordes mélicos.
O TEIXO mata mas também salva; ligando-nos à morte, acorda-nos para a
vida.
E porque o TEIXO é diferente e sabe marcar a
diferença,
Pois se o macho se ensoberbece quando pinta o ar de
dourado,
A fêmea, essa, entorna inigualável beleza, quando
expõe com encarnada volúpia os seus doces arilhos carnudos.
Será talvez por isso – acredito que será por isso –, que o poeta ladeou
de teixos o caminho que conduz ao inferno…
E é por tudo isto que só podemos escolher o(a) TEIXO!
Ou no post anterior “Vota na tua
árvore” ou aqui, vota TEIXO.
“Coimbra, 14 de
Novembro de 1947 – (…) Como bípede e transmontano, (…) Andei há tempos
várias léguas para ver um teixo, que é uma árvore que os botânicos dizem que
vai acabar.”
Miguel Torga, Diário IV
NOTA:
Se, por argumentação que não alcanço, conseguires
justificar outra escolha, coloca esses argumentos em comentário. Mas se, por
mera canseira, te sentires impedido(a) de argumentar, vota apenas na tua árvore;
são apenas 2 a 3 simples clics!
(caso
estivesse em votação a escolha de um animal, provavelmente venceria a simpática
Bradypus tridatylus;
eu votaria nela e, estou certo, a notável e outrora
arrojada turma de 84 também…)
(Calçada Duarte)
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Vota na tua árvore: Escolha múltipla!
Escolha da árvore, agora mais fácil: é só escolher da lista ou acrescentar à lista!
VOTA AQUI
PS: Obrigado pelo inquérito Luís Corte-Real.
As votações já começaram, mas a abstenção ainda é grande.
Ainda só há campanha por 3 espécies (comentários do post anterior - ou AQUI), mas já existem votos em 11 espécies.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Qual irá ser a nossa árvore?
A escolha de uma –
única – árvore
Por princípio – e neste princípio – todas as árvores são diferentes.
Os antigos alunos de Engenharia Florestal da UTAD são
chamados a escolher a espécie florestal a plantar durante o evento agendado
para 29 de novembro.
Não havendo algoritmo, cientificamente testado, de apoio
à decisão – na UTAD ou noutra qualquer instituição –, esta terá que ser
fundamentada, no essencial, na sensibilidade pessoal. Este ato remete-nos para
o simbolismo que a árvore tem na nossa sociedade. Não será uma árvore, apenas,
para a quadra natalícia; terá que ser uma árvore representativa da nossa
identidade profissional, que identifique a comunidade dos engenheiros
florestais da UTAD.
Para uns será o sobreiro, a árvore símbolo do país; os
minhotos talvez prefiram o carvalho-alvarinho; para os transmontanos, o
carvalho-negral talvez seja o preferido. Outros optarão pelo eucalipto ou pelo pinheiro-bravo;
outros, ainda, escolherão o castanheiro, a faia, a bétula, a pseudotsuga ou o pinheiro-silvestre.
As hipóteses são muitas e quanto a gostos, esses não se discutem, mormente quando
são genuínos.
Vamos iniciar o processo de escolha da nossa árvore.
Desejamos um processo aberto, participado e democrático, que nos assinale, com singela
bondade, a árvore que identificará os florestais da UTAD. O respeito pelo
resultado que vier a ser obtido terá assim que ser unânime.
Agora,
a partir de agora, todas as árvores são iguais.
Qual
escolhemos?
Valorização profissional: temas de discussão em destaque
O âmbito da discussão que se pretende provocar
centra-se, conforme discrimina o programa do encontro, na valorização da
profissão.
Para que na
sessão a promover possamos, não só ter a leitura transversal que nos
possibilite tal posicionamento, mas também podermos proporcionar a
sustentabilidade da discussão, cremos que os temas deverão ser os mais
abrangentes, embora de especificidade identificável.
Lançamos
aqui cinco temas que consideramos de importância e cumpridores dos pressupostos
elencados. No entanto, como não queremos que o debate fique limitado, colocamos explicitamente o desafio de serem
identificados outros temas passíveis de discussão.
Os cinco temas
propostos desde já, são os seguintes:
Tema A. Num quadro de responsabilização e
reconhecimento legal, deverão os engenheiros florestais ter atos próprios / exclusivos?
Nessa perspetiva, como nos devemos articular com as outras profissões que
connosco disputam os espaços florestais?
Tema B. Como poderemos valorizar a profissão
junto das partes interessadas, cidadãos em particular?
Tema C. Terá a evolução do sistema de ensino
superior (implementação do sistema de Bolonha) colocado em causa a engenharia
florestal como a conhecíamos e era ministrada nesta nossa instituição?
Tema
D. Que competências não nos foram ministradas e
tanta falta nos fazem / fizeram?
Tema E. Soube a engenharia florestal responder
às dinâmicas do mercado de trabalho?
Perguntamos pois:
Que temas discutir?
Como poderemos valorizar a
profissão?
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