quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A nossa Árvore ou a nossa Floresta

Florestais da UTAD:
A votação é já muito participada e a campanha continua a animar!
A eleição da espécie, dada a não existência de uma escolha óbvia, é sobretudo uma escolha pessoal, daí a existência de votações expressivas em algumas espécies florestais que não tiveram qualquer campanha associada, bem como nas espécies com campanhas mais ou menos ilustradas.
Este exercício (a votação na árvore) dá razão à frase:
“Mais do que ver a árvore é preciso ver a floresta!
Eu vou continuar a ver a floresta e a leitura da votação por parte dos Florestais da UTAD também verá!

Luis Roxo Almeida

Ainda sobre a escolha da nossa árvore…

não andes apenas por caminhos já abertos, pois estes só levam até onde os outros já foram
(adapt. de A.G. Bell)

(imagem retirada daqui)

Assentar a escolha da nossa árvore em critérios de feitos académicos ou como expressão unária de gosto pessoal, afigura-se-me muito redutor. No primeiro caso, porque esses feitos, não tendo ainda feito escola – nem tendo, de per si, feito a escola –, apoucam outros méritos, uma vez que a nossa escola, tal como a nossa floresta, distingue-se pela diversidade e é distinta nessa diversidade. No segundo caso, porque ao gosto individual, por muito que partilhado, nunca se retirará um denominador comum.
Defendo assim que a escolha da nossa árvore tem de simbolizar algo mais. Tem de simbolizar desafio, dilema e paixão; pelo menos isso!
Foi isso que tentei justificar AQUI.
E é isso que procuro atualizar agora, à laia de repto e sem os ardis fáceis de bonitas fotografias de página inteira. Aprendemos, nos cadernos de Ordenamento, que uma das particularidades da silvicultura é o longo período de produção. Decorrente disso, aprenderam os florestais, cultiva-se a visão do longo prazo e o enxergar mais longe…
O desafio que agora lanço, é que com a escolha proposta, o(a) florestal da UTAD filia, como desígnio coletivo, a recuperação do TEIXO, evitando a sua extinção em ambiente silvestre. Com este propósito assumiremos, como um dos caminhos a seguir, liderar um processo de revitalização que, envaidecendo-nos, pasmará os vindouros quando estes contemplarem o mítico desassossego calmo, que só os TEIXOS do monte sabem dar.
Aclamo as fagáceas, as pináceas, as mirtáceas e todas as outras. Dentro das primeiras, até exalto a vocação "agro-doméstica" do castanheiro, pois, quem é que não vai aos céus quando elas são verdadeiramente quentes e boas...
Mas, quando se trata da árvore que nos representará, a escolha só poderá recair no TEIXO, por tudo aquilo que o TEIXO simboliza.

Reforça esta nossa escolha AQUI, pois vencer apenas com 9 ou 10 votos de vantagem é, neste processo, desilusão maior do que perder para outra escolha.

Calçada Duarte

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Encontro de Florestais da UTAD (Engenharia Florestal: Fazer Acontecer), Programa e prazo limite de inscrição

Florestais da UTAD:
Aproxima-se o nosso encontro.
Já somos muitos, mas muitos ainda não saberão, pelo que um esforço adicional por parte de todos (telefone, email e FB) tornará o encontro ainda mais participado.
O programa já está disponível (ver abaixo).
As inscrições (por email para florestaisdautad@gmail.com) e a renhida votação para a escolha da árvore a plantar ( aqui ) terminam no próximo domingo, dia 23.
O pagamento dos € 15 é feito aquando do check in. A inscrição, obrigatória para todos os participantes, pode ser feita com a exclusão do almoço, sendo neste caso gratuita.
Apesar de se pretender promover uma confraternização alargada, aceitam-se, também até dia 23, reservas de mesa em nome de uma determinada turma, no pressuposto de que o colega que reserva se responsabiliza pelo custo dos lugares reservados.


PS: Reenvia , faz Like e partilha, envia o SMS “Florestais da UTAD: encontro a 29 de Novembro, inscrições até 23! Vamos a Vila Real?”

sábado, 15 de novembro de 2014

Campanha pelo Sobreiro

Ainda que em formato de comentário/desabafo (e expresso em votos!) o pessoal do sul (e quem sabe do norte e centro) começa a defender  o sobreiro como árvore a plantar.
Aqui segue mais uma promoção do comentário da Carla Cristo:

"S O B R E I R O Já votei! Linda de morrer, engorda os porcos, engorda os bolsos dos proprietários, absorve CO2 à farta, Árvore Nacional de Portugal, dá sombra à malta cansada, resiste aos fogos quando vestida, veda as garrafas do nosso vinho, isola as nossas casas .... enfim!"

Com foto do ICNF, do exemplar  de Águas de Moura, Marateca, Palmela, Setúbal 


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vota

VOTA AQUI (mesmo aqui, abre a página de votações com lista das espécies)

CAMPANHA PELO CASTANHEIRO


Resolvi promover este texto do LL da caixa de comentários, para dar igual destaque às razões da escolha de uma espécie e até oferecer a imagem de 2 distintos florestais junto a um  famoso castanheiro que certamente será reconhecido em comentário.
Luís Roxo Almeida

"Um belo texto, eu diria mesmo literário. Porém os florestais da UTAD, neste ciclo difícil, necessitam de um profundo pragmatismo. Penso que o teixo (por muito literárias que sejam as palavras do colega Calçada Duarte ) não é a espécie florestal com o carácter unificador e representativa da nossa vivência colectiva em Trás-os-Montes. Temos que escolher uma verdadeira espécie florestal.
Eu escolhi o Castanheiro. Árvore magnífica e social tanto vai em soutos como em castinçais mas sempre a produzir riqueza seja através do seu fruto ou da sua excelente madeira.... Na UTAD sempre foi venerado e estudado. Tem pelo menos duas gerações de académicos que dedicaram a parte da sua vida académica ao seu estudo : a primeira o Prof. Lopes Gomes e o Prof. Abreu e uma segunda geração que já conta com vários discípulos Luís Miguel, Laranjo, entre outros.....
Quem, de entre nós, não se recorda dos belos castanheiros à entrada da UTAD? E dos magustos em que paulatinamente vamos participando....
A escolha é vossa, mas escolham em consciência evitando os cantos das sereias, o está mar revolto...
Para os florestais da UTAD, uma espécie florestal!!!!
LL(Luis Lopes)"


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Campanha pelo Pinheiro Silvestre!

Dado o destaque que o Calçada deu ao teixo, resolvi repescar o meu comentário à escolha da árvore a plantar, desta vez com fotos dos pinheiros silvestres do Gerês !








PS: A anónima exploradora está a "dar escala" à foto!.Os pinheiros estão mais discretos ao longo da linha de água...



Comentário:

Não havia ainda sugestões para a árvore a plantar (perdi o 1º comentário para a Emília:)), e não havendo uma espécie óbvia que nos caracterize enquanto escola (um bom indicativo da abertura com que fomos ensinados), aqui segue a minha preferência e argumentos.
A espécie: Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris L.)
Os argumentos da UTAD: 
- as resinosas de montanha sempre foram uma das marcas diferenciadoras do departamento florestal
- a UTAD contribuiu nos últimos anos para a verificação do carácter autóctone da espécie na serra do Gerês
- a espécie é também ela trasmontana (todos os exemplares autóctnoes estão no Gerês de Montalegre)
Os argumentos dos florestais:
- a espécie é indubitavelmente florestal, é pioneira, adaptável e resistente
- a espécie sempre foi cobiçada pelos primeiros florestais que lhe invejavam o fuste e a tentaram plantar no início do Sec XVIII
- a espécie foi amplamente usada pelos serviços florestais que conseguiram inverter o processo de degradação das nossas serras, com resultados que ainda hoje são visíveis.
- simboliza a produção, com bons crescimentos em muitas das nossas condições aliadas à valorização das suas madeiras,
- simboliza a proteção com os povoamentos em altitudes e condições edáficas dificilmente suportados por outras espécies
- simboliza a conservação, enquanto espécie também ela em risco de desaparecimento – refiro-me aos exemplares autóctones que constituem o limite ocidental da sua distribuição natural!
Os argumentos pessoais:
- o meu percurso académico está ligado a esta espécie
- a beleza da própria árvore, com uma copa azulada em contraste com uma casca alaranjada-
A disponibilidade: temos nos viveiros do departamento exemplares provenientes de sementes dos épicos pinheiros do Gerês!
Aguardo manifestações de apoio e de desagrado.
Saudações florestais, Luís Roxo Almeida

VOTA AQUI NO PINHEIRO SILVESTRE!