ENGENHARIA
FLORESTAL: FAZER ACONTECER
UTAD, 29 DE NOVEMBRO
DE 2014
SÍNTESE CONCLUSIVA
I. Sobre a fase preparatória (vejam-se
detalhes em http://florestaisdautad.blogspot.pt/)
Em
resposta a desfio lançado no final do mês de maio pelo colega Luís Lopes, um
grupo de florestais formados na UTAD constitui-se em comissão organizadora do
que foi desde logo designado por “Engenharia Florestal: Fazer Acontecer”.
Os
meses de junho e julho foram meses de discussão e de consolidação da
iniciativa: o consenso gerado no seio da auto denominada “comissão organizadora”
de que “urge fazer alguma coisa”
tinha de ser alicerçado em abordagens e ações concretas. Foram aqui marcos
importantes as reuniões com os docentes, atuais e antigos, do “Departamento
Florestal” e com o reitor da UTAD (11.06.2014 e 09.07.2014, respetivamente), e
a apresentação pública da iniciativa (à data ainda sem calendário e programa
fixados), ocorrida na Fundação AEP (Porto, 29.07.2014).
Em
25 de setembro foi feita a primeira divulgação do evento junto de cerca de 250
colegas (nem todos os 303 endereços eletrónicos coligidos até então
rececionaram a mensagem) e em 22 de outubro foi publicitado o blog, enquanto espaço de informação e
discussão (blog que até à data do encontro teve 2.653 visualizações, o que se
traduz numa média de cerca de 70 visitas diárias). A última notificação, datada
de 17 de novembro, terá sido rececionada por 430 colegas (a obtenção dos
contactos dos florestais da UTAD foi mesmo a principal dificuldade sentida
nesta fase preparatória).
II. Sobre as envolventes do encontro
Total
de inscritos: 136 (incluindo os 7 convidados)
Total de participantes: 128 (8 desistências, apesar
da inscrição prévia para almoço)
Total de ex-alunos: 121
32%
do sexo feminino
68%
do sexo masculino
14%
matriculou-se antes de 1985;
54%
matriculou-se entre 1985 e 1995
16%
matriculou-se entre 1995 e 2005
16%
matriculou-se depois de 2005
82%
veio do Norte do País
11%
veio do Centro do País
7%
veio do Sul do País
Total de participantes no almoço: 108 (incluindo os 7 convidados)
Montante apurado com as inscrições: 1.524,00 € (101
inscrições)
Despesas efetuadas: 1.312,96 € (almoços e aquisição
de material)
Saldo a transportar para o próximo exercício: 211,04
€
Apesar
de não se ter conseguido divulgar a iniciativa por todo o universo dos
ex-alunos florestais da UTAD, cerca de 15% desse universo marcou presença (correspondente
a cerca de 28% dos endereços eletrónicos apurados).
Tal
como previsto, o evento decorreu no dia 29 de novembro, no auditório de
ciências florestais da UTAD (das 10 às 13,45 horas, com pausa de 10 minutos de
permeio), sendo de sublinhar:
-
A intervenção de abertura efetuada pelo Reitor, reiterando o apoio à
mobilização dos florestais e assumindo o ensino de florestal como uma das
apostas estratégicas da UTAD.
-
O ambiente informal e descontraído em que decorreu a promoção da discussão, o
debate e a sua moderação (debate por vezes aceso, também com a participação dos
antigos docentes).
- O debate, fluido e só interrompido para o
lançamento dos pontos em discussão e para a pausa para café, centrado nos 5
temas base agendados: evolução do ensino, competências, empregabilidade, atos
próprios e caminhos a seguir (no que se refere à dinâmica futura do movimento
“florestais da UTAD”, vários colegas manifestaram desde logo interesse em
integrar a comissão dinamizadora desse movimento – manifestação continuada no
período de almoço e mesmo após o termo do evento; veja-se ponto IV).
-
O (re)assumir, pela comissão organizadora, de que será elaborada, com o
patrocínio da UTAD, uma publicação específica sobre os florestais da UTAD
(evolução temporal de matrículas, universo dos licenciados e mercado de
trabalho), aglutinando também os pontos discutidos no evento e as respetivas inferências.
O
almoço decorreu em ambiente de buliçosa descontração, tendo a turma de 84 reservado
mesa para, em simultâneo, celebrar com brindes e grito a preceito os seus 30
anos de UTAD.
Também
como previsto para o período após almoço, procedeu-se à plantação do teixo – a
árvore eleita para representar os florestais da UTAD –, em evento muito
participado, animado e prolongado.
III. Sobre os desfechos do encontro
Não
se considerando adequado falar em conclusões do evento, poder-se-á referir que
a maioria dos presentes no encontro “Engenharia Florestal: Fazer Acontecer” se
revê nos seguintes corolários:
1. Quanto ao movimento “florestais da UTAD”
i)
Enaltecida a iniciativa, importa agora consolidar o movimento “florestais da
UTAD”, procurando chegar a todo o universo com renovados desafios.
ii)
Considera-se de interesse promover uma rede própria de informação e partilha,
enquanto evolução natural da plataforma de informação e discussão criada com o
blog, também como elemento afirmação da comunidade dos florestais da UTAD.
iii)
Perfilhar-se-á o desafio lançado pelo Reitor na sessão de abertura, pelo que os
florestais da UTAD se irão envolver na realização de um encontro de promoção ao
curso e à profissão no final do 1º semestre de 2015.
2. Quanto à formação
i)
A comunicação sobre a / da licenciatura à sociedade, aos poderes públicos e ao
mercado de trabalho, são vertentes que exigem maior atenção e trabalho, também
como via de atrair mais alunos.
ii)
Considera-se oportuno promover uma reflexão sobre a eventual atualização dos
curricula, no sentido de se incorporar na base formativa o corpo de
competências mais valorizado pelo mercado de trabalho atual, sem contudo se
abdicar do que a engenharia florestal tem de distintivo.
iii)
As linhas de atuação anteriores deverão ser complementadas com a análise da
existência – e/ou da criação – de eventuais traços distintivos na formação
promovida pela UTAD, com vista a reforçar o grau de atração do curso.
iv)
Importa aumentar o nível de informação sobre os florestais formados na UTAD,
concentrando essa informação em repositório dinâmico sob a responsabilidade do
CIFAP.
3. Quanto ao exercício da profissão
i)
Os florestais não têm sabido comunicar a algumas partes interessadas (cidadão e
poder político em particular) o valor e as particularidades da nossa floresta.
ii)
A existência de múltiplas iniciativas com diferentes origens e abordagens, é
uma importante via para acrescentar visibilidade ao setor e à profissão; os
florestais devem, por isso, incentivar e valorizar essas iniciativas.
iii)
Só o reconhecimento formal da existência de atos próprios define e valoriza a
profissão. Neste sentido, e porque este é um desafio comum que precisa de
todos, procurar-se-á, junto com florestais de outras origens académicas,
pressionar a Ordem dos Engenheiros a fazer valer esses atos próprios,
ensaiando-se outras formas de atuação caso não se vislumbrem resultados em
prazo a fixar.
IV. Sobre a comissão organizadora
A
comissão organizadora, que depois de julho de 2014 passou de 7 para 11
elementos, extinguiu-se com a realização do evento, mesmo detendo tarefas pendentes
(caso da elaboração da presente súmula conclusiva, da publicação sobre os
florestais da UTAD e da passagem de testemunhos).
Não
tendo existido um processo formal de constituição da nova comissão – ou mesmo a
discussão de alternativas de organização –, uma vez que se foram voluntariando
vários colegas para assumir tal desígnio, está em curso o processo da passagem
de testemunhos entre a comissão anterior e a estrutura vindoura, de natureza e
atributos ainda por definir (até ao momento, voluntariam-se para a referida
estrutura cerca de 30 colegas, alguns dos quais da anterior comissão).
Antes de ser dada formalmente por concluída, esta síntese foi submetida à
apreciação dos participantes, em processo que decorreu entre 18 e 24 de janeiro
de 2015.

