O âmbito da discussão que se pretende provocar
centra-se, conforme discrimina o programa do encontro, na valorização da
profissão.
Para que na
sessão a promover possamos, não só ter a leitura transversal que nos
possibilite tal posicionamento, mas também podermos proporcionar a
sustentabilidade da discussão, cremos que os temas deverão ser os mais
abrangentes, embora de especificidade identificável.
Lançamos
aqui cinco temas que consideramos de importância e cumpridores dos pressupostos
elencados. No entanto, como não queremos que o debate fique limitado, colocamos explicitamente o desafio de serem
identificados outros temas passíveis de discussão.
Os cinco temas
propostos desde já, são os seguintes:
Tema A. Num quadro de responsabilização e
reconhecimento legal, deverão os engenheiros florestais ter atos próprios / exclusivos?
Nessa perspetiva, como nos devemos articular com as outras profissões que
connosco disputam os espaços florestais?
Tema B. Como poderemos valorizar a profissão
junto das partes interessadas, cidadãos em particular?
Tema C. Terá a evolução do sistema de ensino
superior (implementação do sistema de Bolonha) colocado em causa a engenharia
florestal como a conhecíamos e era ministrada nesta nossa instituição?
Tema
D. Que competências não nos foram ministradas e
tanta falta nos fazem / fizeram?
Tema E. Soube a engenharia florestal responder
às dinâmicas do mercado de trabalho?
Perguntamos pois:
Que temas discutir?
Como poderemos valorizar a
profissão?
Sendo a valorização da profissão - Eng.ª Florestal, o núcleo da discussão, o portefólio de temas posto à consideração parece-me, numa primeira abordagem e para gerar discussão, manifestamente insuficiente e até mesmo com sobreposições. Vejamos:
ResponderEliminarTema A- obviamente que a resposta é afirmativa, os engenheiros florestais já deveriam ter os seu atos próprios há anos. A questão é passados 40 anos de democracia, continuamos sem atos próprios. Que responsabilidades : individuais, e colectivas (ordem dos engenheiros) contribuiram para existência desta realidade objectiva? temos o arranjo institucional de valorização da profissão, sufeciente?
Tema B. Questão oportuna, a qual merece uma profunda discussão.
Tema C. O ensino da engenharia florestal na UTAD, seguiu o mesmo “destino” que as outras engenharias seguram no país e no mundo, logo não é um elemento diferenciador….
Tema D. Muitas, mesmo muitas comtenências me deviriam ser ensinadas e não foram. E agora vou processar a entidade formadora, ou pelo contrário vou colmatar esta minha formação?
Tema E. O sujeito “a engenharia florestal” tem uma existência real ? O que entendemos por “engenharia florestal” como sujeito activo capaz de praticar acções e responder a estimulos ?
Agora vou almoçar, para depois elencar possíveis temas de discussão...
LL
Boas
ResponderEliminarÉ, para mim, uma evidência determinística a pouca participação na discussão dos temas a abordar durante o encontro. Partindo desta minha observação, sou levado a inferir que :
Foi (e ainda o é) intuito da comissão organizadora (CO) do encontro proporcionar a construção de um processo e não de um estado (muito menos final) relativo ao exercício da profissão de Engenheiro Florestal. Assim era para mim expectável a participação dos colegas na dinâmica de construção do debate, o que não está a acontecer……
A conclusão poderá ter duas abordagens – A CO não conseguiu passar esta mensagem muito simples e ainda estamos a tempo de corrigir….ou pelo contrário os colegas perceberam a mensagem, porém a resiliência à participação é elevada. Se assim for é importante identificar estes factores de resiliência…
Muitos de nós, já marcarem na agenda o dia 29 de novembro para revisitar a UTAD, rever os colegas e degustar uma boa almoçarada regada com um bom Douro, porém temos que maximizar este encontro do ponto de vista colectivo: como engenheiros florestais … para que no final do encontro não fiquemos com uma sensação de vazio mesmo com o estomago cheio….
As vossas opiniões contam, eu não acredito que não têm opinião sofre a profissão….
LL (Luis Lopes)