sábado, 8 de novembro de 2014

Campanha pelo TEIXO…

A argumentação do Roxo pelo silvestre quase me convenceu. Mas, pinheiro por pinheiro, parece-me fazer mais sentido o bravo: quem é que, com mais ou menos ciência, não fez um trabalho sobre ele?
Mas, ainda assim, proponho o TEIXO (Taxus baccata L.).
E proponho o TEIXO porque:
O TEIXO é nosso e do mundo também.
O TEIXO combina sabedoria longeva, com dureza, persistência e flexibilidade.
O TEIXO tanto molda a agressividade da besta, como o solfejo de acordes mélicos.
O TEIXO mata mas também salva; ligando-nos à morte, acorda-nos para a vida.
E porque o TEIXO é diferente e sabe marcar a diferença,
Pois se o macho se ensoberbece quando pinta o ar de dourado,
A fêmea, essa, entorna inigualável beleza, quando expõe com encarnada volúpia os seus doces arilhos carnudos.
Será talvez por isso – acredito que será por isso –, que o poeta ladeou de teixos o caminho que conduz ao inferno…
E é por tudo isto que só podemos escolher o(a) TEIXO!
Ou no post anterior “Vota na tua árvore” ou aqui, vota TEIXO.

“Coimbra, 14 de Novembro de 1947 – (…) Como bípede e transmontano, (…) Andei há tempos várias léguas para ver um teixo, que é uma árvore que os botânicos dizem que vai acabar.”
Miguel Torga, Diário IV

NOTA:
Se, por argumentação que não alcanço, conseguires justificar outra escolha, coloca esses argumentos em comentário. Mas se, por mera canseira, te sentires impedido(a) de argumentar, vota apenas na tua árvore; são apenas 2 a 3 simples clics!

(caso estivesse em votação a escolha de um animal, provavelmente venceria a simpática Bradypus tridatylus; eu votaria nela e, estou certo, a notável e outrora arrojada turma de 84 também…)


 Imagem retirada daqui.

(Calçada Duarte)



2 comentários:

  1. Um belo texto, eu diria mesmo literário. Porém os florestais da UTAD, neste ciclo difícil, necessitam de um profundo pragmatismo. Penso que o teixo (por muito literárias que sejam as palavras do colega Calçada Duarte ) não é a espécie florestal com o carácter unificador e representativa da nossa vivência colectiva em Trás-os-Montes. Temos que escolher uma verdadeira espécie florestal.
    Eu escolhi o Castanheiro. Árvore magnífica e social tanto vai em soutos como em castinçais mas sempre a produzir riqueza seja através do seu fruto ou da sua excelente madeira.... Na UTAD sempre foi venerado e estudado. Tem pelo menos duas gerações de académicos que dedicaram a parte da sua vida académica ao seu estudo : a primeira o Prof. Lopes Gomes e o Prof. Abreu e uma segunda geração que já conta com vários discípulos Luís Miguel, Laranjo, entre outros.....
    Quem, de entre nós, não se recorda dos belos castanheiros à entrada da UTAD? E dos magustos em que paulatinamente vamos participando....
    A escolha é vossa, mas escolham em consciência evitando os cantos das sereias, o está mar revolto...
    Para os florestais da UTAD, uma espécie florestal!!!!
    LL(Luis Lopes )

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  2. Pois é, eu já não me lembro em que é que votei mas, com base em tão elaborada e poética argumentação mudo já para o Teixo
    Mimas

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