sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ENGENHARIA FLORESTAL: FAZER ACONTECER
UTAD, 29 DE NOVEMBRO DE 2014
SÍNTESE CONCLUSIVA

I. Sobre a fase preparatória (vejam-se detalhes em http://florestaisdautad.blogspot.pt/)
Em resposta a desfio lançado no final do mês de maio pelo colega Luís Lopes, um grupo de florestais formados na UTAD constitui-se em comissão organizadora do que foi desde logo designado por “Engenharia Florestal: Fazer Acontecer”.
Os meses de junho e julho foram meses de discussão e de consolidação da iniciativa: o consenso gerado no seio da auto denominada “comissão organizadora” de que “urge fazer alguma coisa” tinha de ser alicerçado em abordagens e ações concretas. Foram aqui marcos importantes as reuniões com os docentes, atuais e antigos, do “Departamento Florestal” e com o reitor da UTAD (11.06.2014 e 09.07.2014, respetivamente), e a apresentação pública da iniciativa (à data ainda sem calendário e programa fixados), ocorrida na Fundação AEP (Porto, 29.07.2014).
Em 25 de setembro foi feita a primeira divulgação do evento junto de cerca de 250 colegas (nem todos os 303 endereços eletrónicos coligidos até então rececionaram a mensagem) e em 22 de outubro foi publicitado o blog, enquanto espaço de informação e discussão (blog que até à data do encontro teve 2.653 visualizações, o que se traduz numa média de cerca de 70 visitas diárias). A última notificação, datada de 17 de novembro, terá sido rececionada por 430 colegas (a obtenção dos contactos dos florestais da UTAD foi mesmo a principal dificuldade sentida nesta fase preparatória).

II. Sobre as envolventes do encontro
Total de inscritos: 136 (incluindo os 7 convidados)
Total de participantes: 128 (8 desistências, apesar da inscrição prévia para almoço)
Total de ex-alunos: 121
32% do sexo feminino
68% do sexo masculino
14% matriculou-se antes de 1985;
54% matriculou-se entre 1985 e 1995
16% matriculou-se entre 1995 e 2005
16% matriculou-se depois de 2005
82% veio do Norte do País
11% veio do Centro do País
7% veio do Sul do País
Total de participantes no almoço: 108 (incluindo os 7 convidados)
Montante apurado com as inscrições: 1.524,00 € (101 inscrições)
Despesas efetuadas: 1.312,96 € (almoços e aquisição de material)
Saldo a transportar para o próximo exercício: 211,04 €
Apesar de não se ter conseguido divulgar a iniciativa por todo o universo dos ex-alunos florestais da UTAD, cerca de 15% desse universo marcou presença (correspondente a cerca de 28% dos endereços eletrónicos apurados).
Tal como previsto, o evento decorreu no dia 29 de novembro, no auditório de ciências florestais da UTAD (das 10 às 13,45 horas, com pausa de 10 minutos de permeio), sendo de sublinhar:
- A intervenção de abertura efetuada pelo Reitor, reiterando o apoio à mobilização dos florestais e assumindo o ensino de florestal como uma das apostas estratégicas da UTAD.
- O ambiente informal e descontraído em que decorreu a promoção da discussão, o debate e a sua moderação (debate por vezes aceso, também com a participação dos antigos docentes).
 - O debate, fluido e só interrompido para o lançamento dos pontos em discussão e para a pausa para café, centrado nos 5 temas base agendados: evolução do ensino, competências, empregabilidade, atos próprios e caminhos a seguir (no que se refere à dinâmica futura do movimento “florestais da UTAD”, vários colegas manifestaram desde logo interesse em integrar a comissão dinamizadora desse movimento – manifestação continuada no período de almoço e mesmo após o termo do evento; veja-se ponto IV).
- O (re)assumir, pela comissão organizadora, de que será elaborada, com o patrocínio da UTAD, uma publicação específica sobre os florestais da UTAD (evolução temporal de matrículas, universo dos licenciados e mercado de trabalho), aglutinando também os pontos discutidos no evento e as respetivas inferências.
O almoço decorreu em ambiente de buliçosa descontração, tendo a turma de 84 reservado mesa para, em simultâneo, celebrar com brindes e grito a preceito os seus 30 anos de UTAD.
Também como previsto para o período após almoço, procedeu-se à plantação do teixo – a árvore eleita para representar os florestais da UTAD –, em evento muito participado, animado e prolongado.

III. Sobre os desfechos do encontro
Não se considerando adequado falar em conclusões do evento, poder-se-á referir que a maioria dos presentes no encontro “Engenharia Florestal: Fazer Acontecer” se revê nos seguintes corolários:
1. Quanto ao movimento “florestais da UTAD”
i) Enaltecida a iniciativa, importa agora consolidar o movimento “florestais da UTAD”, procurando chegar a todo o universo com renovados desafios.
ii) Considera-se de interesse promover uma rede própria de informação e partilha, enquanto evolução natural da plataforma de informação e discussão criada com o blog, também como elemento afirmação da comunidade dos florestais da UTAD.
iii) Perfilhar-se-á o desafio lançado pelo Reitor na sessão de abertura, pelo que os florestais da UTAD se irão envolver na realização de um encontro de promoção ao curso e à profissão no final do 1º semestre de 2015.
2. Quanto à formação
i) A comunicação sobre a / da licenciatura à sociedade, aos poderes públicos e ao mercado de trabalho, são vertentes que exigem maior atenção e trabalho, também como via de atrair mais alunos.
ii) Considera-se oportuno promover uma reflexão sobre a eventual atualização dos curricula, no sentido de se incorporar na base formativa o corpo de competências mais valorizado pelo mercado de trabalho atual, sem contudo se abdicar do que a engenharia florestal tem de distintivo.
iii) As linhas de atuação anteriores deverão ser complementadas com a análise da existência – e/ou da criação – de eventuais traços distintivos na formação promovida pela UTAD, com vista a reforçar o grau de atração do curso.
iv) Importa aumentar o nível de informação sobre os florestais formados na UTAD, concentrando essa informação em repositório dinâmico sob a responsabilidade do CIFAP.
3. Quanto ao exercício da profissão
i) Os florestais não têm sabido comunicar a algumas partes interessadas (cidadão e poder político em particular) o valor e as particularidades da nossa floresta.
ii) A existência de múltiplas iniciativas com diferentes origens e abordagens, é uma importante via para acrescentar visibilidade ao setor e à profissão; os florestais devem, por isso, incentivar e valorizar essas iniciativas.
iii) Só o reconhecimento formal da existência de atos próprios define e valoriza a profissão. Neste sentido, e porque este é um desafio comum que precisa de todos, procurar-se-á, junto com florestais de outras origens académicas, pressionar a Ordem dos Engenheiros a fazer valer esses atos próprios, ensaiando-se outras formas de atuação caso não se vislumbrem resultados em prazo a fixar.

IV. Sobre a comissão organizadora
A comissão organizadora, que depois de julho de 2014 passou de 7 para 11 elementos, extinguiu-se com a realização do evento, mesmo detendo tarefas pendentes (caso da elaboração da presente súmula conclusiva, da publicação sobre os florestais da UTAD e da passagem de testemunhos).
Não tendo existido um processo formal de constituição da nova comissão – ou mesmo a discussão de alternativas de organização –, uma vez que se foram voluntariando vários colegas para assumir tal desígnio, está em curso o processo da passagem de testemunhos entre a comissão anterior e a estrutura vindoura, de natureza e atributos ainda por definir (até ao momento, voluntariam-se para a referida estrutura cerca de 30 colegas, alguns dos quais da anterior comissão).
Antes de ser dada formalmente por concluída, esta síntese foi submetida à apreciação dos participantes, em processo que decorreu entre 18 e 24 de janeiro de 2015.


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