sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Movimento dos Florestais da UTAD

Colegas:

Quando no final do mês de maio de 2014 lancei a provocação ao Calçada Duarte, ao João Gama Amaral e à Rosário de fazermos, em abstrato, algo em torno da Engenharia Florestal, face à minha perceção do continuado declínio do ensino e exercício da profissão de Engenheiro Florestal, estava muito longe de imaginar as repercussões e os caminhos que esta provocação assumiria. Confesso que inicialmente a minha principal motivação era a resolução de uma dificuldade específica do departamento florestal - a reduzida procura que o curso de engenharia florestal tem tido face à oferta formativa e ao histórico da engenharia florestal na UTAD. Porém, depressa o movimento impôs as suas próprias lógicas e dinâmicas diluindo as minhas motivações, individualizando-se como movimento autónomo, criando o seu próprio ADN.
Ao colega Calçada Duarte o meu reconhecimento público do seu contributo, contínuo, em material genético para o movimento dos florestais da UTAD. Ao João Gama Amaral, o meu agradecimento pelo seu ímpeto de silvicultor livre e pelo seu apoio a este movimento. À colega Rosário minha condiscípula, agradeço o seu sim incondicional ao meu convite inicial e o papel decisivo que teve no lançamento do movimento, no encontro do Porto.
Este movimento teve, naturalmente, altos e baixos, como é característico da paisagem florestal do Norte de Portugal. Para superar os acidentes orográficos muito contribuíram os colegas que se foram agregando em torno da comissão organizadora: a Maria Emília com o seu espírito inclusivo e agregador foi decisiva para a consistência do movimento e ligação à UTAD. Numa fase mais final o Luis Roxo voluntariou-se e desenvolveu trabalho que considero relevante para o movimento, e mesmo na reta final o João Loureiro participou ativamente na divulgação do evento. Ao António Macedo, José Aranha, Luis Sarabando e à Susana Carneiro (também minha condiscípula), quero manifestar o meu profundo agradecimento – cada com o seu estilo próprio, patrocinaram o movimento em diferentes fases do processo.

Louvo todos os colegas da CO, de igual modo, que abdicarem dos seus afazeres profissionais e pessoais, para voluntariamente, participarem no movimento dos florestais da UTAD.

Comissão Organizadora truncada (da esquerda para a direita): Luis Lopes, Rosário Alves, João Gama Amaral, Maria Emília, Calçada Duarte, Luis Roxo, João Loureiro. Elementos que foram truncados à CO por não estarem presentes no momento da foto: António Macedo, José Aranha, Luís Sarabando e Susana Carneiro. Ao centro pequeno teixo – árvore representativa do universo dos florestais da UTAD. 
A reunião dos florestais da UTAD de 7 de Fevereiro de 2015 marcará, seguramente, o futuro deste movimento. Verifico, com agrado, o elevado número de colegas que se disponibilizaram para participar ativamente no processo, fruto da discussão plenária de 29 de novembro de 2014. Sendo certo que todos somos poucos, e consciente da necessidade em flexibilizar e aprofundar o modelo de gestão da anterior comissão organizadora, muito espero desta reunião. Estou convicto que os florestais da UTAD poderão evoluir, rapidamente, para um movimento profissional de cariz associativo em que à pluralidade de pessoas e ideias esteja associado o sufrágio do universo florestais da UTAD, e subjugado ao interesse coletivo da profissão.
Temos a nossa árvore, identificamo-nos como os florestais da UTAD, temos de ter a capacidade de ser consequentes: criar algo que perdure no tempo e inverta o continuado declínio do ensino e exercício da profissão de Engenheiro Florestal… Só o conseguiremos se ganharmos força como um coletivo em saudável processo de cooperação.

Luís Lopes 

Sem comentários:

Enviar um comentário