Colegas:
Quando no final do mês de maio de 2014 lancei a provocação ao Calçada
Duarte, ao João Gama Amaral e à Rosário de fazermos, em abstrato, algo em torno
da Engenharia Florestal, face à minha
perceção do continuado declínio do ensino e exercício da profissão de
Engenheiro Florestal, estava muito longe de imaginar as repercussões e os
caminhos que esta provocação assumiria. Confesso que inicialmente a minha
principal motivação era a resolução de uma dificuldade específica do departamento
florestal - a reduzida procura que o curso de engenharia florestal tem tido
face à oferta formativa e ao histórico da engenharia florestal na UTAD. Porém,
depressa o movimento impôs as suas próprias lógicas e dinâmicas diluindo as
minhas motivações, individualizando-se como movimento autónomo, criando o seu
próprio ADN.
Ao colega Calçada Duarte o meu reconhecimento público do seu
contributo, contínuo, em material genético para o movimento dos florestais da
UTAD. Ao João Gama Amaral, o meu agradecimento pelo seu ímpeto de silvicultor livre
e pelo seu apoio a este movimento. À colega Rosário minha condiscípula,
agradeço o seu sim incondicional ao meu convite inicial e o papel decisivo que
teve no lançamento do movimento, no encontro do Porto.
Este movimento teve, naturalmente, altos e baixos, como é característico
da paisagem florestal do Norte de Portugal. Para superar os acidentes
orográficos muito contribuíram os colegas que se foram agregando em torno da
comissão organizadora: a Maria Emília com o seu espírito inclusivo e agregador foi
decisiva para a consistência do movimento e ligação à UTAD. Numa fase mais final
o Luis Roxo voluntariou-se e desenvolveu trabalho que considero relevante para o
movimento, e mesmo na reta final o João Loureiro participou ativamente na
divulgação do evento. Ao António Macedo, José Aranha, Luis Sarabando e à Susana
Carneiro (também minha condiscípula), quero manifestar o meu profundo
agradecimento – cada com o seu estilo próprio, patrocinaram o movimento em
diferentes fases do processo.
Louvo todos os colegas da CO, de
igual modo, que abdicarem dos seus afazeres profissionais e pessoais, para voluntariamente,
participarem no movimento dos florestais da UTAD.
A reunião dos florestais da UTAD
de 7 de Fevereiro de 2015 marcará, seguramente, o futuro deste movimento.
Verifico, com agrado, o elevado número de colegas que se disponibilizaram para
participar ativamente no processo, fruto da discussão plenária de 29 de
novembro de 2014. Sendo certo que todos somos poucos, e consciente da
necessidade em flexibilizar e aprofundar o modelo de gestão da anterior
comissão organizadora, muito espero desta reunião. Estou convicto que os
florestais da UTAD poderão evoluir, rapidamente, para um movimento profissional
de cariz associativo em que à pluralidade de pessoas e ideias esteja associado
o sufrágio do universo florestais da UTAD,
e subjugado ao interesse coletivo da profissão.
Temos a nossa árvore,
identificamo-nos como os florestais da UTAD, temos de ter a capacidade de ser
consequentes: criar algo que perdure no tempo e inverta o continuado declínio
do ensino e exercício da profissão de Engenheiro Florestal… Só o conseguiremos
se ganharmos força como um coletivo em saudável processo de cooperação.
Luís Lopes

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